As modulações do Consolador, atemporal.

O período das festas de final de ano, é um mix de sentimentos, que envolve nossos relacionamentos: família, trabalho, estudos e carreira, aqui no Brasil, a entrada do verão traz boas expectativas de férias. viajar e relaxar com os pés na areia, ou, curtir o friozinho das montanhas, nos poucos lugares onde existem altos da serra com infraestrutura turística favorável e hospitaleira. No limiar de um novo ano, a gratidão por todo o bem que se desdobrou, ao longo do ano, pode ser a ponte para uma virada de expectativas surpreendentes para o novo ano, apesar de cenários desfavoráveis, infelizeis e desafiadores ao bem. à paz e à harmonia noticiados nas mídias sociais!

Virgem Maria – o filme – Netflix, dezembro 2024 – 1h 52min

Na onda do Natal, assisti o filme da Netflix, lançado recentemente, “Virgem Maria”. Noa Cohen, uma modelo e jovem atriz israelense, foi escolhida para interpretar o papel, contracenando com um grande elenco, realce para Anthony Hopkins, no papel de um Herodes muito vaidoso e tirano. O filme tem uma fotografia fiel, pois foi filmado em Marrocos. O enredo realça a vida da Virgem Maria, mãe de Jesus, num recorte desde a infância de uma menina judia, camponesa, inteligente e alegre, que morava longe do centro religioso de Jerusalém, mas frequentava a sinagoga.

Maria teve seus pensamentos, sua educação, sua infância, adolescência, juventude, e, seus objetivos de vida divinamente modulados pelo judaísmo, pelo cumprimento da profecia, numa época difícil e conturbada por um desagrado popular em relação à ganância, sede de poder, violência descontrolada e pela tirania de Herodes, para com os revoltosos e quem não compactuasse com seu despotismo idolatra. Ela, com certeza, contou com o consolo, orientação, proteção, amor, força e poder de Cristo e Seus anjos, desde sua gravidez virginal, até o nascimento de menino de Belém, demontrando seu sagrado compromisso, como escolhida de Deus, para receber e cuidar, o melhor que pudesse, junto com José, seu esposo, daquele recém nascido. ambos da linhagem de Davi. Conforme a tradição judaica, cabia à mãe a educação da tradição judaica e seus valores na formação dos filhos.

O filme emociona pelo olhar humanizado e focado na condição de Maria, naquele cenário hostil, violento, inseguro e perigoso à vida de inocentes, principalmente dos recém nascidos. No roteiro do filme, a história de Maria, começa em sua pré-existência, e, nas fervorosas e constantes orações de seus pais, para serem um casal agraciados com um fruto de seu amor. A simplicidade de Maria é emocionante, ela pertencia a sua comunidade campezina, filha única de pais que tinham um plantação de oliveiras, donde tiravam seu sustento, com trabalho duro e especializado para produzir o azeite de oliva. Mais tarde quando jovem, segundo o roteiro, ela foi servir no templo e foi recebida pela profetiza Ana — uma viúva que servia no templo, em Jerusalém, há 40 anos e conhecia sobre a profecia que estava prestes a ser cumprida. Maria, com sua gravidez atípica, gerou certas especulações maldosas e com sede de reparação pela suposta violação moral. que tal situação implicava. José, seu namorado, sentiu-se pressionado pelo clamor popular por vingança, e cogitou deixá-la, secretamente.

Estudei, um pouco, o que dizem historiadores americanos sobre o cenário político-social da época provável que Jesus teria nascido, e, para minha surpresa, descobri que não eram muito diferentes, de alguns dos desafios de hoje, em alguns lugares: governo opressivo, guerras, imoralidades, corrupção, tirania e crueldade genocida, despotismo hedonista e desumano. No olhar dos historiadores, a data mais provável do nascimento de Jesus pode ter sido ao redor de 4 a.C., o que entrelaça-se com a narrativa dos evangelhos — escritos décadas após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus. Mateus e Lucas, ao indicarem que o nascimento ocorreu na gestão de Herodes — que morreu no ano 4 ou 3 a.C. — tendem a corroborar essa data provável. À luz da Ciência Cristã, para Deus, Seu Cristo e Seus anjos, na eternidade da Vida, inexistem tempo ou cronologia; por que haveria de ser, só para aquela época, que o Cristo surgiu, na forma de um recém-nascido, como alguns acreditam? Não o seria a vinda de Cristo para todas as épocas!?

O cumprimento da profecia

Entretanto, como sabemos pelos registros nos evangelhos da Bíblia, a real história do nascimento do menino de Belém, já havia sido profetizada, e, os que amavam o único Deus e tinham conhecimento das Escrituras, já mantinham uma expectiva em relação à chegada do Messias, na forma de um bebê recém-nascido. Maria, diante de sua tribulação e preocupação com sua gravidez, recebeu a visita do anjo Gabriel. Essa mensagem angelical, recebida de Deus, foi-lhe tranquilizadora, e, lhe deu a certeza que ela precisava de que tudo iria dar certo, e, desdobrar-se-ia abençoada e harmoniosamente. A mensagem iniciava com a autoridade suprema desta ordem celestial: “Maria, não temas;”

Conforme bem explicado pela Ciência Cristã, à luz da Ciência do Cristianismo, o roteiro divino sobre Cristo Jesus, já havia sido registrado nas promessas do Velho Testamento, por Isaías, Miqueias, Zacarias, Jeremias, Daniel, nos Salmos, e, até pelo primo de Jesus, João Batista. O único Pai-Mãe, o Princípio-Deus, do existir já estava com tudo bem delineado! Podemos compreender que a vontade de Deus se cumpriu nas modulações da Ciência divina — o modo como Deus cria, governa e sustem o homem e o universo, que inclui a natureza, contínua e harmoniosamente. O plano e propósito divino, para cada um de Seus filhos amados, sempre cumprem-se, em harmonia e completude plena, com a missão e desdobramento do único bem infinito, que fluiu naquela época, bem como hoje, agora e para sempre, aqui e em toda parte, graças a missão e função de Cristo e Seu Consolador, atemporal.

As modulações do Espírito Santo em sua Ciência divina

Para o Espírito Santo, em sua infinita e universal paternidade, tudo estava modulando, harmoniosamente, desde a concepção virginal, surprido e sendo a fonte do abençoado amor maternal de Maria, seu amoroso cuidado e zelo com o humilde bebê, nascido na manjedoura — mesmo diante do período conturbado, de incertezas e insegurança diante da tirania de Herodes, representante do imperialismo romano, num contexto pagão, egoístico, perseguidor, megalomaníaco e cercado de falsas crenças como a idolatria, paganismo e panteísmo.

A Ciência divina, a Palavra de Deus, sussurada pelo anjo Gabriel, foi pesquisada profundamente por uma extraordinária pensadora americana, Mary Baker Eddy, durante mais de 3 anos de solitário e recluso estudo, nas Sagradas Escrituras, do Gênesis ao Apocalipse. Eddy chegou a revelação da Ciência divina, o mesmo Consolador, prometido pelo Mestre Cristo Jesus. Tudo aconteceu em concordância e no desdobramento das modulações ou modalidade da única Mente divina, o que levou-a a ser a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã!
Eddy menciona no seu livro, “Escritos Diversos” — recentemente traduzido ao português — que a modalidade da Ciência divina tem a sua finalidade ou missão atreladas à “função do Cristo”:

As modulações divinas da Ciência Cristã podem ser compreendidas e demonstradas por todos!

Há muitas sequelas pecaminosas, podemos citar uma: a guerra! Alguém poderia questionar: mas se os tipos e formas de pecado podem mudar, ao longo dos tempos, conforme cada cultura e a diversidade da condição humana, como a função ou missão do Cristo, atemporal, pode continuar sendo aplicável e eficaz?

A resposta pode estar na expressão comum na matemática e utilizada pela Sra. Eddy: modulação ou modalidade. Sim, a própria presença, força, energia, amor e harmonia de Cristo, vai pondo em ação/operação a modalidade e modulações da lei divina, invariavel e atemporal, é capaz de corrigir a distorção da onda guerra — que em suas atrocidades e desumanidades, podem ser consideradas formas extremas de pecado ou engano.

Nesta convolução, conceito da matemática que pode ser explicado pelo encontro de uma onda invariável com outra, a qual resultará uma terceira. Imaginemos uma convolução entre as ondas do caos da mente material coletiva — a mente mortal — e o Cosmos da Mente divina, ao invés de resultar um terceira onda convolucionada, hipotéticamente, poderia convolucionar em uma única modulada por ondas de paz, amor e harmonia. Outro conceito do cálculo vetorial ensina que, mesmo havendo vetores de diferente direção e sentido, eles todos se encontram num único vetor, no infinito. Tais conceitos matemáticos, aqui usados para corroboração da eficácia da modulações da lei divina, podem demonstrar a infinidade e totalidade da Ciência divina no governar o universo, o homem e a natureza toda que inclui a harmonia climática.

A prática cristã leva as modulações da cura pelo Cristo para a frete

As modulações da Ciência divina, são reveladas e explicadas pela Ciência Cristã, nos seu livro-texto: “Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras“. Por intermédio dele, a Sra Eddy, nos deu um guia prático para a arte da cura, o que inclui a salvação do pecado através da ação do Cristo, na consciência!

As modulações divinais da Verdade se autorevelando, podem ser compreendidas também, como aquela luz que guiou os pastores-profetas, que viram o surgimento do Messias, como a luz da Verdade iluminada pela Estrela-Guia, que iria fazer uma diferença importante na harmonização e melhoria do cenário conturbado daquela época. Foi essa mesma luz que apareceu ao perseguidor dos cristãos, a Saulo, que após sua cegueira temporária, tranformou-o num novo homem, no Apóstolo Paulo. Ele sentiu o poder salvador e prático da função de Cristo, “destruir o pecado e suas sequelas”, e o fez seguir o plano e propósito de Deus para ele, qual seja ser um seguidor de Cristo e espraiar o Cristianismo — o evangelho da cura apostólica cristã. Ele foi tal qual um farol, ou luzeiro da Verdade, às primeiras comunidade e igrejas cristãs, por vários países da Ásia, apesar da perseguição que ele sofreu.